E estas alegrias violentas tem fins violentos
Falecendo num triunfo, como fogo e pólvora
Que num beijo se consomem
(Romeu e Julieta, Ato II, Cena VI)
Ao contrário das histórias que acabam e recomeçam, a minha parou aqui. Nenhuma lágrima a mais para derramar. A dor agora é só um eco dentro de mim, se repetindo até ficar
Foi difícil perceber o quanto tudo o que aconteceu me deixou fraca; vazia. Pensei que passaria o resto da minha vida idiota chorando porele; mas não. Eu acordei, o céu estava claro e eu podia ouvir meu coração batendo. Apertado demais em meu peito.
Eu nunca mais vou ser inteira. Essa história não é como as que eu li, ouvi e assisti. Ela é peculiar, é minha. Não tem final feliz. Só dor.
Mas eu sobrevivi. E não posso parar de respirar por isso, por mais que eu quisesse.
Nossa história não tem nenhum triunfo, porque na verdade, ela só é minha. Ele não se importa.
A pior parte é que acabou; não tem volta. Eu posso usar milhares de frases para me fazer entender que eu não tenho mais saída a não ser viver sem ele.
Não há outro beijo para consumir o fogo e a pólvora; eles não existem. Só existiam em mim. Os lábios dele nunca mais vão tocar os meus.
Você vai sobreviver – minha razão disse. Mas até ela está afetada pela dor. Eu sei que vou sobreviver, mas o ar não vai fazer efeito em meus pulmões. Meu coração bombeia o sangue como se fosse explodir a qualquer momento.
Dor, - eu disse devagar, tentando não sentir a
Mas eu não entreguei o jogo. Eu tenho me esforçado para viver o melhor que posso. Mas eu não sou assim.
Esse não é o tipo de dor que passa com o tempo; eu é que vou suportando viver com ela. É aquela dor que sempre vai latejar e se espalhar dentro de mim. A dor que nunca vai me deixar esquecer o pouco tempo da minha vida em que eu era completa.
tirei daqui http://inconscienciadovazio.blogspot.com/2009/09/nossas-alegrias-violentas-meu-fim.html *-*
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